Diversificar significa distribuir o capital por diferentes investimentos, setores ou mercados com o objetivo de reduzir a dependência de um único ativo.
Investir envolve sempre algum nível de incerteza. O preço de uma ação pode cair, uma determinada indústria pode enfrentar dificuldades ou um mercado inteiro pode atravessar um período negativo.
Quando todo o dinheiro está concentrado num único investimento, qualquer problema nesse ativo pode ter um impacto significativo sobre o património.
É neste contexto que surge a diversificação.
O que significa diversificar?
Diversificar significa distribuir o capital por diferentes ativos em vez de concentrar todo o investimento numa única opção.
Essa distribuição pode acontecer de várias formas.
Um investidor pode, por exemplo, ter exposição a diferentes empresas, setores, países ou tipos de ativos.
O objetivo não é eliminar completamente o risco, mas evitar que todo o resultado da carteira dependa de uma única aposta.
Diversificar entre empresas
Imagine um investidor que coloca todo o seu capital numa única empresa.
Se essa empresa enfrentar problemas financeiros, perder mercado ou sofrer uma queda acentuada na cotação, todo o investimento poderá ser afetado.
Ao possuir ações de várias empresas, o impacto de um problema específico pode ser menor.
No entanto, isso não significa que a carteira esteja protegida contra uma queda generalizada do mercado.
Diversificar entre setores
Também pode existir concentração dentro de um determinado setor.
Uma carteira composta exclusivamente por empresas tecnológicas, por exemplo, pode ser afetada por acontecimentos que tenham impacto sobre toda essa indústria.
Ao distribuir investimentos por diferentes áreas da economia, o investidor pode reduzir essa dependência.
Setores como banca, saúde, energia, indústria ou consumo podem reagir de forma diferente às condições económicas.
Diversificação geográfica
Investir apenas num país também pode criar concentração.
Uma economia pode atravessar uma recessão, enfrentar alterações regulamentares ou sofrer acontecimentos específicos que afetem as empresas locais.
Ter exposição a diferentes mercados pode reduzir a dependência de uma única economia.
Ainda assim, investir internacionalmente pode introduzir outros riscos, como variações cambiais, diferenças fiscais e regulamentares.
Diversificação entre diferentes tipos de ativos
A diversificação não se limita às ações.
Dependendo do perfil e dos objetivos do investidor, uma carteira pode incluir diferentes tipos de ativos.
Entre os exemplos encontram-se:
-
Ações;
-
Obrigações;
-
Fundos de investimento;
-
ETFs;
-
Depósitos;
-
Outros instrumentos financeiros.
Cada ativo apresenta características, riscos e potenciais retornos diferentes.
Mais investimentos não significa necessariamente melhor diversificação
Ter muitos ativos não garante uma carteira bem diversificada.
Se dezenas de investimentos estiverem expostos às mesmas empresas, setores ou fatores económicos, o nível de diversificação pode ser menor do que parece.
Por isso, o importante não é apenas contar o número de ativos, mas perceber como eles estão relacionados.
ETFs podem facilitar a diversificação
Alguns ETFs permitem obter exposição a um conjunto alargado de empresas através de uma única operação.
Por exemplo, um ETF que acompanhe determinado índice pode incluir empresas de vários setores.
Esta característica pode facilitar a construção de uma carteira diversificada, mas não elimina o risco.
O valor de um ETF pode descer e o investidor pode perder parte ou a totalidade do capital investido, dependendo do produto e das condições de mercado.
Diversificação não elimina perdas
É importante compreender esta diferença.
Uma carteira diversificada pode continuar a perder valor.
Se os mercados acionistas caírem de forma generalizada, vários investimentos podem desvalorizar simultaneamente.
A diversificação procura reduzir determinados riscos específicos, mas não consegue impedir todas as perdas.
O risco de diversificar demasiado
Também é possível complicar excessivamente uma carteira.
Ter demasiados investimentos pode tornar difícil acompanhar custos, desempenho e composição.
Para alguns investidores, uma estrutura mais simples e diversificada pode ser mais fácil de compreender e acompanhar.
A escolha deve depender dos objetivos, do conhecimento financeiro, do horizonte temporal e da tolerância ao risco.
Rever a carteira regularmente
Uma carteira de investimentos não deve ser necessariamente deixada sem acompanhamento durante muitos anos.
Com a valorização ou desvalorização dos diferentes ativos, a distribuição da carteira pode afastar-se da estratégia inicial.
Por esse motivo, alguns investidores fazem periodicamente uma revisão da carteira e, quando necessário, ajustam a distribuição.
Diversificar é diferente de investir sem estratégia
Comprar vários ativos apenas porque parecem interessantes não constitui, por si só, uma estratégia de diversificação.
Antes de investir, é importante compreender o objetivo de cada ativo dentro da carteira.
Também deve existir uma noção clara do prazo durante o qual o dinheiro poderá permanecer investido e do nível de perda que o investidor está preparado para suportar.
A diversificação é um dos princípios mais conhecidos da gestão de risco nos investimentos.
Distribuir o capital por diferentes empresas, setores, geografias e classes de ativos pode reduzir a dependência de um único investimento.
No entanto, diversificar não elimina o risco nem garante rendimentos positivos.
Uma carteira deve ser construída de acordo com os objetivos e a situação de cada investidor, tendo sempre em conta os custos, os riscos e o horizonte temporal.
Nota: A informação apresentada neste artigo é de carácter geral e não constitui aconselhamento financeiro personalizado. Os investimentos envolvem riscos e podem resultar na perda parcial ou total do capital investido.
