O FC Porto pediu esclarecimentos ao Tribunal do Porto depois de Fernando Madureira ter sido visto, a 11 de fevereiro, na loja oficial situada no Estádio do Dragão.
Como o antigo líder dos Super Dragões está sujeito à medida de coação que lhe impede o acesso e permanência em recintos desportivos, os responsáveis portistas remeteram um relatório descritivo da ocorrência, questionando se a passagem pelo local viola ou não essa obrigação.
Madureira, libertado a 6 de fevereiro após ter sido ultrapassado o limite de prisão preventiva na Operação Pretoriano, permaneceu cerca de cinco minutos dentro da loja e outros dez minutos na zona exterior próxima, segundo o Jornal de Notícias. O clube dispõe de imagens de videovigilância que confirmam a presença e informou o tribunal da sua existência, mas apenas as entregará caso seja solicitado. A iniciativa pretendeu evitar qualquer risco de o FC Porto poder ser associado a um eventual incumprimento das restrições impostas.
Na decisão judicial que determinou a libertação, o arguido ficou obrigado a termo de identidade e residência, apresentações bissemanais na polícia da área de residência e proibição de frequentar recintos onde decorram eventos desportivos ou atividades relacionadas com o FC Porto. É precisamente o alcance desta última regra que os dragões querem ver clarificado. De acordo com a interpretação de Madureira, a loja não constitui um recinto desportivo e, naquele momento, não existia qualquer espetáculo ligado ao clube.
Durante a visita, o antigo dirigente da claque esteve acompanhado por um homem e encontrou-se no exterior com outro, além da esposa, Sandra Madureira. Os seus advogados já foram notificados do relatório enviado pelo clube, tal como o próprio.