O golo anulado a Ibrahima Ba tornou-se o ponto de ebulição na estratégia de jogo do Famalicão e o principal motivo da indignação de Custódio Castro. No lance, que ocorreu numa fase em que os famalicenses tentavam consolidar a sua vantagem ou recuperar no marcador, a celebração foi interrompida pelo “quinto árbitro”.
A Anatomia do Lance
O lance desenrolou-se com rapidez na área leonina:
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O Contacto: Durante a disputa de bola entre dois jogadores do Famalicão e a defesa do Sporting, Maxi Araújo caiu no relvado.
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A Conclusão: Ibrahima Ba, atento à sobra, finalizou com sucesso, batendo o guarda-redes do Sporting e dando início à festa nas bancadas.
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A Intervenção: O VAR analisou as imagens e alertou o árbitro para uma alegada falta no início da jogada (o contacto que levou à queda de Maxi Araújo). Após rever o lance no monitor, o juiz decidiu anular o golo.
O Choque de Interpretações
Este golo anulado é o exemplo perfeito da “era do VAR” criticada por Custódio:
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A Visão do Árbitro/VAR: Consideraram que houve uma infração clara que beneficiou o atacante, invalidando toda a jogada subsequente.
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A Visão do Famalicão: Custódio defende que o contacto foi ligeiro e “não suficiente para retirar um golo”, acusando o VAR de dissecar imagens paradas para encontrar faltas que quem está no campo não sente.
Impacto no Jogo
A anulação deste golo de Ibrahima Ba acabou por ser o momento de viragem psicológica. O Famalicão, que sentia ter a “história do jogo” controlada, viu-se privado de um momento capital, enquanto o Sporting ganhou um novo fôlego para manter a pressão que levaria à vitória final através de um lance de bola parada.