Hoje, domingo, 15 de fevereiro de 2026, marca o fim formal da situação de calamidade decretada pelo Governo para 68 concelhos, após um período crítico de destruição causado pela sucessão das depressões Kristin, Leonardo e Marta. Com o levantamento deste estado excecional, termina também uma das medidas de apoio mais diretas às populações afetadas: a isenção de portagens.
O Fim da Isenção de Portagens
A partir de hoje, as portagens voltam a ser cobradas nos troços que serviram de alternativa às vias destruídas. A isenção, que vigorava desde 29 de janeiro, abrangia:
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A8: Entre Valado de Frades e Leiria Nascente.
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A17: Entre a ligação à A8 e Mira.
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A14: Entre Santa Eulália e o Nó de Ança.
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A19: Entre os nós de Azoia e São Jorge.
O Apelo da Região de Leiria
A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria tentou, até ao último momento, uma intervenção do Presidente da República para travar esta reposição de custos. O argumento principal é a falta de alternativas viáveis:
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Vias Condicionadas: Estradas fundamentais como o IC2/EN1 e a EN242 continuam com taludes instáveis e pavimentos destruídos.
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Prazo Crítico: A Infraestruturas de Portugal prevê que os trabalhos de estabilização destas vias secundárias se prolonguem até junho de 2026.
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Impacto Económico: A CIM considera que cobrar portagens agora é um “encargo acrescido” para famílias e empresas que ainda tentam recuperar dos prejuízos do temporal.
Balanço da Catástrofe
A passagem destas tempestades deixou um rasto de destruição sem precedentes nas regiões Centro, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo:
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Vítimas Mortais: 16 pessoas perderam a vida.
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Danos Materiais: Corte de comunicações, energia e água, além de centenas de desalojados e empresas destruídas.
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Apoios: O Governo anunciou um pacote de ajuda que pode chegar aos 2,5 mil milhões de euros, mas a gestão da mobilidade diária continua a ser a maior preocupação imediata dos autarcas.