O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) abriu formalmente um processo disciplinar ao FC Porto na sequência das diversas polémicas registadas no clássico de 9 de fevereiro.
A investigação foca-se numa alegada estratégia concertada de condicionamento do jogo e do adversário, baseada em factos relatados pelo árbitro Luís Godinho e pelos delegados da Liga, João Ledo e Carlos Carmo.
Os dois eixos principais da investigação são:
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Obstrução dos Apanha-bolas: O processo averigua o retardamento deliberado da reposição de bola após o golo inaugural de Seko Fofana (77′). As imagens captaram elementos a esconder bolas e a retirar os cones de suporte para quebrar o ritmo do Sporting, que viria a empatar por Luis Suárez aos 90+10′.
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Hostilidade no Balneário: Além da decoração com capas de jornais alusivas a títulos portistas (que o FC Porto alega ser fixa desde setembro de 2025), o CD investiga a presença de palavras subliminares como “acidente”, “medo” ou “ambulância” gravadas nas paredes, bem como queixas sobre a manipulação da temperatura (ar condicionado no máximo) e a impossibilidade de utilizar salas anexas.
O FC Porto já reagiu ao comunicado do Sporting — que motivou parte desta ação disciplinar —, classificando as acusações como “teorias da conspiração” e fruto de um “complexo de inferioridade”. No entanto, as sanções podem ser pesadas se ficar provada a violação dos deveres de hospitalidade e de ética desportiva, podendo incluir multas elevadas ou, em última instância, a interdição do estádio.