O conflito institucional entre FC Porto e Sporting CP ganhou um novo e inusitado capítulo jurídico. Os dragões formalizaram uma queixa contra Frederico Varandas, centrada num gesto de ironia protagonizado pelo presidente leonino momentos antes do clássico de 9 de fevereiro.
O Incidente dos “Beijinhos”
A queixa incide sobre o comportamento de Varandas durante o percurso de acesso aos balneários. Devido a uma porta fechada — que o Sporting contesta, mas que o Porto afirma ser o procedimento padrão de segurança para todos os visitantes —, a comitiva leonina teve de utilizar o circuito junto ao túnel de acesso ao relvado. Foi nesse trajeto que o líder do Sporting, ao ser alvo de provocações por parte de adeptos portistas, respondeu enviando beijos de forma irónica.
A Omissão no Relatório
O que mais indignou a estrutura do FC Porto, liderada por André Villas-Boas, não foi apenas o gesto em si, mas a atuação dos delegados da Liga presentes no local:
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Confirmação Verbal: Responsáveis portistas questionaram os delegados se a atitude provocatória de Varandas seria registada no relatório oficial do jogo, tendo recebido uma resposta afirmativa.
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A Surpresa: Ao consultarem o documento final, os dragões verificaram que o incidente foi omitido.
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A Queixa: Perante o que consideram ser uma falha grave de relatório e um comportamento impróprio de um dirigente, o Porto decidiu avançar para as instâncias disciplinares para garantir que o episódio não passe impune.
Este caso surge em simultâneo com a queixa do Sporting sobre as “colunas de som” e a “temperatura do balneário”, provando que o clássico continua a ser jogado com elevada tensão nos gabinetes da Federação.