A ODISSEIA DE AUSTIN APPELBEE: O RESGATE “SOBRE-HUMANO” NA AUSTRÁLIA
A coragem do jovem Austin Appelbee, de 13 anos, está a emocionar o mundo após ter salvado a sua família de uma tragédia certa ao largo de Quindalup, na Austrália Ocidental.
Na passada sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, o que deveria ser um passeio de caiaque e paddleboard em família transformou-se num pesadelo quando ventos fortes e mar revolto arrastaram Austin, a sua mãe Joanne (47 anos) e os irmãos Beau (12) e Grace (8) para o largo. Perante a deriva imparável, Joanne tomou a decisão desesperada de enviar o filho mais velho, o nadador mais forte do grupo, em busca de ajuda enquanto ela permanecia com os mais novos agarrada a uma prancha.
Austin iniciou a travessia num caiaque insuflável, mas a embarcação começou a meter água e a afundar. Sem hesitar, o adolescente lançou-se ao mar e nadou cerca de quatro quilómetros durante quatro horas extenuantes. A meio do percurso, tomou a decisão técnica e arriscada de retirar o colete salva-vidas, pois este dificultava os seus movimentos e impedia-o de ganhar a velocidade necessária para vencer as ondas gigantes.
Para manter a sanidade e o foco sob um medo paralisante, Austin revelou que cantarolava músicas e repetia a frase “continua a nadar”, até que finalmente sentiu a areia nos pés e colapsou na praia, tendo ainda de correr mais dois quilómetros para encontrar um telefone e dar o alerta às 18:00 locais.
O resgate culminou por volta das 20:30, quando um helicóptero localizou Joanne e os dois filhos mais novos a 14 quilómetros da costa, após passarem 10 horas à deriva em águas geladas. O inspetor James Bradley e as equipas de salvamento classificaram o esforço de Austin como “sobre-humano” e comparável a correr duas maratonas seguidas em condições extremas. Apesar dos sinais de hipotermia e do choque emocional, toda a família recuperou bem, e a história de Austin é agora celebrada como um milagre de determinação e amor fraternal que evitou uma fatalidade no mar australiano.