O Benfica fechou definitivamente a porta à contratação de André Luiz, extremo brasileiro que era um dos alvos mais cobiçados do mercado interno. A decisão, revelada esta terça-feira pelo jornalista Bruno Andrade, da CNN Portugal, surge após um impasse financeiro e um episódio de indisciplina que não caiu bem na estrutura encarnada.
O “Gatilho” da Desistência: Indisciplina em Vila do Conde
Embora as negociações já estivessem em dificuldades, o comportamento do jogador no jogo de 17 de janeiro (derrota do Rio Ave por 0-2 frente ao Benfica) foi o ponto de rutura:
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Falta de Fair-Play: Ao ser substituído aos 73 minutos, André Luiz saiu de campo sem cumprimentar o seu treinador, demonstrando um descontentamento que foi interpretado na Luz como um sinal de instabilidade emocional — algo que José Mourinho, adepto de disciplina rígida, não tolera no seu plantel.
Os Números do Impasse: 5 Milhões de Diferença
Para além da questão comportamental, o fosso financeiro entre os clubes tornou o negócio inviável:
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A Exigência de Marinakis: O proprietário do Rio Ave (e também do Nottingham Forest e Olympiacos), Evangelos Marinakis, fixou o preço em 20 milhões de euros.
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O Teto de Rui Costa: O Benfica recusou ultrapassar os 15 milhões de euros, considerando que o investimento num jogador do campeonato nacional deveria ter limites claros.
Destino: Grécia ou Inglaterra?
Com o Benfica fora da corrida, o futuro de André Luiz — que soma 7 golos e 5 assistências esta temporada — deverá passar por um dos outros clubes da “galáxia” de Marinakis:
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Olympiacos (Grécia): É a hipótese mais forte, permitindo ao jogador manter-se sob a alçada direta do empresário grego.
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Nottingham Forest (Inglaterra): Uma possibilidade caso se pretenda testar o jogador num patamar de maior exigência física.
O Foco do Benfica: Rafa Silva
A desistência de André Luiz explica também a rapidez com que o Benfica avançou para o regresso de Rafa Silva. Com os 20 milhões pedidos pelo brasileiro, o clube conseguiu resgatar Rafa (por cerca de 5 a 7 milhões) e ainda manter margem financeira para outras posições carentes, como o meio-campo fustigado por lesões.