FRANCISCO CONCEIÇÃO: O REGRESSO DO “TALISMÔ E A NOSTALGIA DE PORTUGAL
Após a vitória da Juventus por 2-0 sobre o Benfica (21 de janeiro de 2026), Francisco Conceição foi uma das figuras mais solicitadas na zona mista do Allianz Stadium. O extremo português, que entrou ao intervalo para agitar o ataque de Luciano Spalletti, expressou a sua satisfação pelo regresso à competição e deixou uma mensagem emotiva para os compatriotas.
1. O Impacto Vindo do Banco
Recuperado de uma lesão muscular sofrida no final de dezembro, Francisco Conceição foi lançado por Spalletti aos 46 minutos para o lugar de Timothy Weah.
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Missão Cumprida: «Quando entrei, o objetivo era ajudar a equipa, se calhar ainda não da melhor forma pela lesão. Senti-me bem nestes 45 minutos e foi importante a vitória».
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Fator Desequilibrador: A sua entrada obrigou a defesa do Benfica a redobrar atenções no corredor direito, libertando espaço para as incursões centrais de Thuram e McKennie, que acabariam por decidir o jogo.
2. A Análise ao Benfica de Mourinho
Apesar da rivalidade histórica devido ao seu passado no FC Porto, o internacional português reconheceu a qualidade e a urgência do adversário:
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Respeito: «O Benfica precisava de ganhar este jogo e vinha para ganhar. Estávamos preparados, fizemos um jogo competente».
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Elogio ao Crescimento: Conceição reforçou que as águias “têm vindo a melhorar com José Mourinho” e que a vitória encarnada sobre o Nápoles (na jornada anterior) serviu de aviso sério para os bianconeri.
3. O Sonho do Acesso Direto
Com este triunfo, a Juventus subiu ao 15.º lugar (12 pontos) e mantém vivo o objetivo de evitar o play-off:
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Foco: «Vamos tentar ganhar a última jornada para tentar evitar os dois jogos do play-off». O último compromisso da Vecchia Signora na fase de liga será frente ao Club Brugge.
A Mensagem de Saudade
O momento mais pessoal da entrevista surgiu quando questionado sobre a vida em Itália. Longe de Portugal há quase dois anos (desde a sua transferência para Turim), Francisco não escondeu o lado emocional:
«Deixo uma palavra a todos os portugueses. Sinto falta do meu país como qualquer pessoa que emigrou. Muitas saudades do meu país».
A declaração humaniza o percurso do jovem de 23 anos, que, apesar de estar a viver um dos momentos mais altos da carreira sob as ordens de Spalletti, mantém uma ligação umbilical às suas raízes.