REVELADOS DETALHES CHOQUANTES SOBRE A MORTE DE SUSANA GRAVATO EM VAGOS
O país continua em choque com os contornos da morte de Susana Gravato, vereadora do PSD na Câmara Municipal de Vagos e advogada. No programa Dois às 10 da TVI, desta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, Cristina Ferreira e Cláudio Ramos revelaram novos detalhes sobre os momentos que antecederam o crime, alegadamente cometido pelo próprio filho da vítima, de apenas 14 anos.
Os Últimos Momentos: O Almoço e o Telefonema Interrompido
A cronologia dos factos, apresentada na emissão da manhã, ajuda a reconstruir a tarde trágica de terça-feira:
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O Regresso a Casa: Susana Gravato, de 49 anos, tinha ido almoçar com o marido num restaurante próximo da residência, na Gafanha da Vagueira. Devido a uma dor de cabeça, a vereadora decidiu regressar a casa mais cedo para descansar.
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O Alerta Sonoro: Enquanto estava em casa com o filho mais novo, Susana falava ao telefone com uma amiga. Subitamente, a amiga ouviu um gritou (“ai”), seguido de um silêncio absoluto.
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A Encenação: De acordo com as informações reveladas, o jovem terá tentado simular um cenário de assalto. Colocou dinheiro num saco para desviar as atenções das autoridades e criar a ilusão de que terceiros teriam entrado na habitação.
A Motivação: Conflitos Escolares
A investigação aponta para um motivo fútil e desproporcional. O jovem terá confessado que a relação com a mãe era marcada por uma forte pressão e exigência no que tocava aos estudos e trabalhos escolares, o que terá servido de gatilho para a agressão fatal.
Perfil de uma Figura Acarinhada
A morte de Susana Gravato deixa um vazio profundo na região de Aveiro:
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Carreira Política: Eleita pelo PPD/PSD, estava na reta final do seu mandato como vereadora em Vagos, onde era reconhecida pela sua proximidade com a população.
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Vida Profissional: Natural de Ílhavo, exercia advocacia desde 2005, sendo descrita como uma profissional rigorosa e dedicada.
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Família: Além do filho de 14 anos, Susana tinha outro filho mais velho.
O Processo Judicial
Dado que o suspeito tem 14 anos, o caso enquadra-se na Lei Tutelar Educativa, uma vez que o jovem é inimputável do ponto de vista penal (a responsabilidade penal em Portugal começa aos 16 anos). O Ministério Público e o Tribunal de Família e Menores deverão agora determinar as medidas tutelares de internamento adequadas ao caso.