Livre de Castigo: Conselho de Disciplina arquiva processos contra Rui Costa e Mourinho
O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol decidiu encerrar, sem qualquer sanção, os processos disciplinares que visavam o presidente e o treinador do Benfica. Em causa estavam as críticas contundentes à arbitragem após o empate (2-2) frente ao Sp. Braga, num jogo do campeonato em que um golo de Samuel Dahl foi anulado de forma polémica.
O Lance da Discórdia
Aos 75 minutos da partida, o lateral sueco Dahl marcou aquele que seria o 3-2 para as águias. No entanto, o árbitro João Gonçalves, alertado pelo VAR Tiago Martins, anulou o lance por considerar que existiu uma falta prévia de Richard Ríos no início da jogada.
As Declarações que motivaram o processo
Ambos os responsáveis encarnados foram implacáveis na análise ao erro:
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José Mourinho: O “Special One” ironizou sobre a prestação da equipa de arbitragem, afirmando que o Benfica marcou “três golos limpos” e que o erro decisivo foi “estranho”. «Quero sair daqui com a convicção de que ganhámos», afirmou na altura.
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Rui Costa: O presidente apontou baterias diretamente a Tiago Martins, recordandou outros lances passados (como a final da Taça de Portugal) para sublinhar a incoerência de critérios. «Foi anulado de forma inacreditável», sentenciou.
Decisão: Arquivamento
Apesar da dureza das palavras, o CD entendeu que as críticas se inseriram no direito à opinião e à análise do jogo, não configurando uma ofensa à honra ou uma coação sobre os agentes desportivos que justificasse suspensão ou multa.
Com esta decisão, José Mourinho poderá estar no banco sem preocupações disciplinares já no próximo jogo frente ao Rio Ave, agendado para este sábado, 17 de janeiro de 2026.