Antes de envergar a farda na “1ª Companhia”, Joana D’Arc viveu uma história de sobrevivência que poucos associariam ao mundo do espetáculo.
No ano de 2001, a atual concorrente trabalhava numa área invulgar e de alto risco: a tanatologia forense. Durante a realização de autópsias, e devido à exposição direta a agentes patogénicos, a cantora contraiu tuberculose através de um cadáver que chegou ao serviço sem o diagnóstico de infeção. O que para muitos colegas foi uma situação resolvida com prevenção, para Joana transformou-se numa batalha entre a vida e a morte.
A gravidade do caso deveu-se ao facto de Joana sofrer de artrite reumatóide, uma doença autoimune que a coloca numa condição de imunodeprimida. Em declarações emocionantes feitas a Manuel Luís Goucha, a recruta explicou que os tratamentos que faz para a sua doença crónica impediram o seu organismo de combater a infeção de forma eficaz.
Este cenário clínico obrigou-a a meses de internamento em isolamento rigoroso e a tratamentos extremamente agressivos, chegando a enfrentar a suspeita de uma variante multirresistente da doença, o que a deixou às portas da morte.
Este episódio traumático acabou por ditar o fim da sua carreira no universo forense, uma profissão que exercia com verdadeira paixão. No entanto, foi precisamente nesta fase de rutura e convalescença que a música emergiu como um refúgio e, mais tarde, como uma nova via profissional. Hoje, ao enfrentar os desafios militares do reality show da TVI, Joana D’Arc transporta consigo essa resiliência, provando que o rigor e a disciplina que agora demonstra no quartel foram forjados numa das experiências mais limite que um ser humano pode enfrentar.