Sete adeptos do Sporting acusados de tentativa de homicídio contra portistas
O Ministério Público (MP) deduziu uma acusação gravíssima contra sete adeptos do Sporting, na sequência de uma emboscada violenta após um jogo de hóquei em patins entre os leões e o FC Porto. O incidente, ocorrido a 10 de junho de 2024 no Lumiar, é descrito pelas autoridades como um plano organizado com o objetivo de matar.
O plano: Incendiar viaturas com adeptos no interior
De acordo com a investigação do DIAP de Lisboa e da Polícia Judiciária, os arguidos terão delineado um plano para atacar os adeptos rivais após o quinto jogo das meias-finais do campeonato.
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Ataque com fogo: O objetivo passaria por atear fogo aos veículos dos apoiantes do FC Porto com os ocupantes lá dentro. Um dos veículos foi efetivamente incendiado.
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Violência extrema: Enquanto o fogo deflagrava, as vítimas foram impedidas de sair, sendo agredidas com bastonadas, pancadas e apedrejamentos.
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Ferimentos graves: Cinco adeptos portistas sofreram agressões físicas e queimaduras, necessitando de hospitalização imediata.
Extensa lista de crimes e medidas de coação
A gravidade das acusações reflete a violência do episódio. Os sete arguidos (um deles reincidente) vão responder por uma longa lista de crimes:
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Homicídio qualificado: 5 crimes na forma tentada.
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Ofensas à integridade física: 10 crimes qualificados.
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Roubo e Incêndio: 5 crimes de roubo (um consumado e quatro tentados) e um crime de incêndio.
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Dano qualificado: 3 crimes.
Atualmente, a justiça mantém cinco dos arguidos em prisão preventiva, enquanto os restantes dois se encontram em prisão domiciliária com pulseira eletrónica.
Justiça aperta o cerco à violência no desporto
Este caso é um dos mais graves dos últimos anos no panorama do desporto nacional, extravasando o contexto do futebol. A acusação de tentativa de homicídio qualificado sublinha a intenção letal que o Ministério Público atribui aos agressores, reforçando a necessidade de uma punição exemplar para travar a criminalidade organizada entre claques e grupos de adeptos.
Este processo segue agora para as fases de instrução e julgamento, onde serão analisadas as provas recolhidas pela Polícia Judiciária.