Árbitros do VAR pedem dispensa após polémica nos Açores
A onda de choque provocada pelo jogo entre o Santa Clara e o Sporting teve consequências imediatas nas nomeações da arbitragem portuguesa. Rui Silva e Tiago Leandro, que desempenharam as funções de VAR e AVAR respetivamente, solicitaram à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a dispensa dos jogos que tinham agendados para a 15.ª jornada da Liga.
O impacto da paragem de 14 minutos
A decisão dos juízes surge num momento de enorme pressão pública e mediática, motivada pela gestão do polémico penálti a favor dos leões:
-
Demora inédita: O processo de revisão do lance que permitiu o empate ao Sporting estendeu-se por cerca de 14 minutos, um tempo considerado excessivo e que gerou revolta nas hostes açorianas.
-
Saída das nomeações: Rui Silva estava escalado para ser o VAR no Tondela-Casa Pia, enquanto Tiago Leandro deveria atuar como AVAR no Estoril-SC Braga. Com a confirmação da FPF esta sexta-feira, ambos serão substituídos nessas funções.
Revolta no Santa Clara e debate público
A grande penalidade, convertida para o 2-2 já depois do tempo regulamentar, foi o momento de viragem que permitiu ao Sporting levar o jogo para prolongamento e, eventualmente, vencer por 2-3.
Para o Santa Clara, o processo de análise foi tão prejudicial quanto a decisão em si, levando a administração do clube a questionar a transparência e a eficácia do sistema de vídeo-arbitragem. Este episódio reabriu uma ferida antiga no futebol português, colocando o desempenho dos árbitros e a utilização da tecnologia no centro de um aceso debate nacional.
O que se segue?
Enquanto o Conselho de Arbitragem lida com as baixas de última hora para a jornada do campeonato, a atenção vira-se agora para a possível divulgação dos áudios do VAR, uma exigência do Santa Clara para compreender o que aconteceu durante os 14 minutos de interrupção na Cidade do Futebol.