Quarta-feira, Março 4, 2026
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Dez GNR e um PSP detidos por explorar e escravizar imigrantes

Operação “Safra Justa”: Militares da GNR e Agente da PSP Detidos por Exploração de Imigrantes

Dez militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) foram detidos esta terça-feira de manhã, numa vasta operação da Polícia Judiciária (PJ) denominada “Safra Justa”. São suspeitos de integrar uma organização criminosa dedicada à exploração e escravização de imigrantes, a maioria em situação irregular em Portugal.

Âmbito da Operação e Detalhes da Rede Criminosa

A operação da PJ, que dura há “vários meses”, resultou no cumprimento de 50 mandados de busca e 17 mandados de detenção nas zonas de Beja, Portalegre, Figueira da Foz e Porto.

  • Método: A rede criminosa controlava centenas de trabalhadores estrangeiros, aproveitando-se da sua vulnerabilidade (documental, social e económica).

  • Empresas de Fachada: Recorriam a “empresas de trabalho temporário, criadas para o efeito” para formalizar a exploração.

  • Exploração: Os imigrantes eram explorados, recebendo remuneração inferior à do mercado, vivendo em condições sub-humanas e sendo forçados a pagar por alojamento e alimentação.

  • Coação: A rede utilizava ameaças e episódios de ofensas à integridade física para manter os imigrantes sob coação e vigilância.

Envolvimento de Agentes da Lei

O envolvimento de elementos das forças de segurança é o aspeto mais grave da operação:

  • Suspeitos: Entre os 17 detidos, encontram-se 10 militares da GNR e um agente da PSP, suspeitos de facilitarem a ação do grupo criminoso.

  • Função: Segundo a CNN Portugal, os militares funcionavam como capatazes da associação criminosa nas horas vagas, supervisionando o trabalho dos imigrantes.

Crimes e Próximos Passos

Os detidos estão indiciados por um leque de crimes graves:

  • Auxílio à imigração ilegal

  • Falsificação

  • Fraude fiscal e branqueamento de capitais (devido aos lucros ilícitos e não declarados).

A operação, que a PJ classifica como visando um “grupo violento, de estilo mafioso”, contou com a colaboração e suporte da própria GNR. Os detidos serão agora presentes ao Ministério Público (MP) para aplicação das medidas de coação.

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