A vida pessoal de Pedro Passos Coelho tem sido marcada por discrição, mas também por histórias de amor que ficaram na memória pública.
O antigo líder do Partido Social Democrata casou-se pela primeira vez em 1985 com Fátima Padinha, conhecida artisticamente como Fá, uma das vozes do icónico grupo pop português Doce. O casamento durou cerca de 18 anos e resultou no nascimento de duas filhas, Joana e Catarina, antes de terminar oficialmente em 2003.
Pouco tempo depois, Passos Coelho voltou a encontrar o amor ao lado da fisioterapeuta Laura Ferreira, com quem casou em 2004. Quatro anos mais tarde nasceu Júlia, a filha mais nova do antigo governante. Laura viria a tornar-se uma figura muito querida do público português, sobretudo durante a longa batalha contra um cancro ósseo agressivo que acabaria por provocar a sua morte, em fevereiro de 2020, no Instituto Português de Oncologia de Lisboa.
Desde então, Passos Coelho mantém uma postura reservada e continua a usar a aliança de casamento como homenagem à mulher. O ex-primeiro-ministro tem dedicado grande parte do seu tempo à família e à carreira académica, dando aulas de Economia na Universidade Lusíada, enquanto assume publicamente o papel de “pai solteiro”, concentrado na educação da filha mais nova.
Apesar da discrição, o seu nome voltou a surgir na imprensa cor-de-rosa em 2022, quando foi apontada uma possível proximidade com a professora e investigadora Isabel de Santiago. A alegada ligação nunca foi confirmada e o próprio Passos Coelho desvalorizou as especulações. Ainda assim, encontros públicos e elogios da investigadora nas redes sociais voltaram a alimentar rumores sobre a vida sentimental do antigo governante.
Ao mesmo tempo, o crescente protagonismo mediático do ex-chefe do Governo tem reacendido o debate sobre um eventual regresso à política ativa. Aos 61 anos, Passos Coelho continua a ser visto por muitos apoiantes como uma figura influente da direita portuguesa. No entanto, o próprio mantém-se prudente, recordando a promessa feita à mulher antes da sua morte: afastar-se da política enquanto a filha fosse menor — um compromisso que poderá estar prestes a mudar, já que Júlia se aproxima da maioridade.