O ex-árbitro internacional Javier Castrilli lançou duras críticas à UEFA e a Vinícius Júnior, posicionando-se contra a suspensão provisória de Gianluca Prestianni.
Para o antigo juiz argentino, que esteve no Mundial de 1998, a decisão do organismo europeu de avançar com uma medida cautelar sem o encerramento da investigação constitui um precedente perigoso, baseado no que considera ser “presunção” e não provas objetivas.
As críticas de Castrilli não se ficaram pela estrutura da UEFA, visando diretamente a postura do avançado do Real Madrid. O argentino classificou o internacional brasileiro como um “provocador em série”, acusando-o de gerar violência e humilhar adversários antes de assumir o papel de vítima.
Na sua visão, existe uma proteção excessiva aos comportamentos de Vinícius Júnior, alertando que punir jogadores apenas com base em acusações subjetivas poderá tornar o futebol ingovernável para os árbitros.
Este posicionamento de Castrilli intensifica o debate em torno do incidente ocorrido no jogo entre o Benfica e o Real Madrid. Enquanto a UEFA mantém a suspensão cautelar de Prestianni durante o processo de inquérito, o mundo do futebol divide-se entre o apoio à tolerância zero contra o racismo e as vozes que, como a do ex-árbitro, exigem um rigor probatório mais elevado antes da aplicação de sanções que afastem os atletas da competição.