TENSÃO MÁXIMA! VENTURA EXPLODE COM JORNALISTAS E ESCONDE LIGAÇÃO A NEONAZIS EM ARRUADA CAÓTICA!
André Ventura viveu momentos de extrema tensão durante uma arruada na Baixa da Banheira, ao ser confrontado com provas que ligam o seu partido a grupos de extrema-direita radical. O candidato presidencial recusou-se terminantemente a comentar o vídeo onde o deputado do Chega, Rui Afonso, surge num autocarro acompanhado por elementos do grupo neonazi 1143, liderado por Mário Machado.
Em vez de esclarecer a situação, Ventura partiu para o ataque direto contra a comunicação social, acusando os jornalistas de serem “dominados pela esquerda” e de tentarem proteger “bandidos” em vez de focarem nos problemas de segurança do país.
O silêncio de Ventura sobre a viagem de Rui Afonso — que assumiu a supervisão de um transporte onde se entoavam cânticos neonazis e se exibiam bandeiras do movimento — surge numa altura em que a Polícia Judiciária desferiu um golpe duríssimo no grupo 1143, com a constituição de 37 arguidos por crimes de ódio, violência e posse de armas proibidas.
O candidato, que baseia a sua campanha no lema “colocar o país na ordem”, evitou também qualquer referência aos militantes do Chega detidos nesta operação, preferindo desviar o foco para um vídeo de disparos junto a crianças que circula nas redes sociais, utilizando-o como “arma de arremesso” contra os seus críticos.
Com o apoio declarado de grupos extremistas como o Reconquista e o Identidade e Futuro, Ventura insiste em apresentar-se como a “candidatura do povo contra o sistema”. No entanto, as revelações de ligações diretas a movimentos que promovem a discriminação e a violência estão a criar uma fissura no eleitorado moderado. Este confronto com a realidade acontece nas vésperas do debate decisivo com António José Seguro, onde se espera que o tema da radicalização e dos apoios “escondidos” do Chega seja um dos pontos centrais da discussão que promete parar o país.