A previsão do IPMA para a última semana de janeiro de 2026 confirma um cenário meteorológico extremamente adverso, com a passagem sucessiva de sistemas frontais ativos que manterão o país sob aviso. A combinação de chuva persistente, neve e agitação marítima histórica deve prolongar o estado de alerta.
Previsão Detalhada: 26 de janeiro a 1 de fevereiro
O território continental será fustigado por uma “corrente perturbada de oeste”, resultando em acumulados de chuva que podem bater recordes mensais em apenas uma semana.
1. Precipitação e Cheias
-
Acumulados Críticos: Preveem-se valores da ordem dos 200 mm (200 litros por metro quadrado) nas regiões montanhosas do Norte e Centro. Em cenários mais gravosos, alguns modelos apontam para acumulados de 500 mm até ao início de fevereiro.
-
Risco de Cheias: O solo já se encontra saturado devido à Depressão Ingrid, o que eleva significativamente o risco de cheias rápidas e inundações em bacias hidrográficas vulneráveis.
2. Neve e Vento
-
Datas Críticas: A queda de neve será mais expressiva em dois períodos:
-
27 para 28 de janeiro: Cotas a rondar os 700/900 metros no Norte e Centro.
-
31 de janeiro para 1 de fevereiro: Novo episódio de neve nas terras altas.
-
-
Vento: Rajadas fortes, que podem atingir os 100 km/h nas terras altas e 80 km/h no litoral oeste, especialmente na segunda-feira (26).
3. Agitação Marítima
-
Aviso Vermelho: A costa ocidental continuará com ondulação muito forte. Esperam-se ondas com altura significativa superior a 4-5 metros, mas com picos que podem atingir os 15 metros durante a passagem das frentes mais ativas.
Resumo por Regiões
| Região | Condições Previstas |
| Norte e Centro | Chuva forte e persistente, neve nas serras e vento muito forte. |
| Sul | Períodos de chuva, menos intensos que no Norte, mas ainda assim frequentes. |
| Açores | Semana marcada por chuva diária e ventos de sudoeste. |
| Madeira | Chuva apenas a 26 e 27; o resto da semana será de céu nublado mas sem precipitação relevante. |
Temperaturas
Apesar do tempo severo, as temperaturas mínimas deverão situar-se acima da média para janeiro (entre 0.5 a 3°C acima do normal), devido à cobertura nebulosa persistente que impede o arrefecimento noturno acentuado, exceto nos curtos períodos de pós-frente.