O desaparecimento de Maria Custódia Amaral, de 54 anos, está a mobilizar as autoridades e a gerar grande apreensão, especialmente pelo facto de ser filha da icónica atriz Delfina Cruz. O caso, que inicialmente era tratado como um paradeiro desconhecido, ganhou contornos criminais nas últimas horas, levando à intervenção direta da Polícia Judiciária (PJ).
Aqui estão os dados mais recentes sobre o caso:
O rasto na Lourinhã e o alerta de sequestro
Maria, que trabalha como agente imobiliária na REMAX, foi vista pela última vez na segunda-feira, 19 de janeiro de 2026.
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O Compromisso Profissional: Maria ter-se-ia deslocado à zona da Lourinhã para uma reunião de angariação de um imóvel com dois proprietários.
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Denúncia Anónima: A GNR da Lourinhã recebeu um telefonema anónimo afirmando que a agente imobiliária teria sido “sequestrada por estranhos”. Esta informação foi o gatilho para que a PJ assumisse a investigação, perante os fortes indícios da intervenção de terceiros.
As últimas horas e a ligação ao ex-companheiro
A reconstituição dos passos de Maria Amaral trouxe novos elementos sobre a sua vida pessoal e os momentos que antecederam o desaparecimento:
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Pequeno-almoço de Segunda-feira: Segundo informações avançadas pela jornalista Tânia Laranjo, Maria terá estado com um ex-companheiro (com quem poderá ter reatado recentemente) na manhã de segunda-feira.
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Sinais de Domingo: Os últimos contactos consistentes e sinais de vida digitais datam de domingo, o que torna o encontro de segunda-feira de manhã um ponto fulcral para os inspetores.
Investigação em curso
A Polícia Judiciária está agora focada em dois eixos principais:
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Rastreio Tecnológico: Análise das células de telemóvel e das últimas comunicações de Maria para perceber se o sinal se perdeu na zona da Lourinhã ou noutro local.
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Círculo Próximo: Interrogatórios ao ex-companheiro e aos proprietários com quem Maria teria o encontro profissional, de forma a excluir ou confirmar suspeitos.
A família e amigos continuam a apelar a qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Maria, enquanto as autoridades mantêm o caso sob sigilo para não comprometer as buscas.