ANDRÉ VENTURA ADIA SONHO DA PATERNIDADE POR QUESTÕES DE SEGURANÇA
Apesar de ser um fervoroso defensor dos valores da família e de professar a fé católica, André Ventura, de 43 anos, revelou recentemente os motivos que o levaram a colocar “em banho-maria” o desejo de ter filhos com a sua companheira de longa data, Dina Ventura.
A decisão, que contraria o sonho de uma família numerosa, prende-se com o clima de crispação política e as constantes ameaças de que o líder do Chega diz ser alvo.
A Blindagem da Vida Privada
Nos primeiros anos do partido, Dina Ventura, fisioterapeuta de profissão, era uma presença constante e visível ao lado do marido. No entanto, o crescimento da relevância política de Ventura trouxe desafios de segurança que obrigaram a uma mudança radical:
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Apagão Digital: Fotos de férias e momentos a dois foram eliminados das redes sociais para proteger a identidade e a rotina da companheira.
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Resguardo Mediático: Dina passou a viver longe dos holofotes, reaparecendo apenas em momentos de grande simbolismo, como na recente celebração da vitória eleitoral.
O Dilema de ser Pai “Sob Escolta”
Em entrevista ao programa Casa Feliz, da SIC, Ventura explicou a Diana Chaves e João Baião que a sua atual rotina de segurança é o principal entrave à chegada de descendência:
«Vivo sempre com segurança, tenho sempre limitação nas deslocações… Penso se tenho condições para dar aos meus filhos uma vida de segurança, que é o mínimo que lhes poderia querer dar.»
O político admite que a paternidade seria uma experiência enriquecedora e que um filho poderia até tornar o seu “coração mais mole”, mas sublinha que a vida que escolheu para si não é, neste momento, compatível com a liberdade que deseja para uma criança.
Dina Ventura: O Apoio Silencioso
Dina e André Ventura mantêm um relacionamento estável desde os tempos da universidade. Embora seja o “braço direito” do líder do Chega, a sua presença pública continuará a ser excecional. Para Ventura, abdicar da descendência imediata é um sacrifício feito em prol do que considera ser um “bem maior” — a sua missão política — e, sobretudo, para garantir que a sua família não sofra as consequências da violência e do mal-estar que a sua figura por vezes gera na sociedade.