Sondagem Explosiva: André Ventura e António José Seguro empatados na corrida para Belém
A apenas quatro dias das eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026, a mais recente sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público revela um cenário de incerteza absoluta. André Ventura lidera as intenções de voto com 24%, mas sente o “sopro” de António José Seguro (apoiado pelo PS), que surge colado com 23%.
O Trio da Frente e a Luta pela Segunda Volta
A margem é tão estreita que a passagem à segunda volta é ainda uma incógnita para os três primeiros candidatos:
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André Ventura (24%): Detém o eleitorado mais fiel (74% garantem não mudar de voto), mas enfrenta a maior taxa de rejeição numa eventual segunda volta.
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António José Seguro (23%): É o candidato que mais cresceu desde dezembro e o que melhor se posiciona para vencer num confronto final, captando votos ao centro.
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João Cotrim de Figueiredo (19%): O candidato da Iniciativa Liberal mantém-se na corrida, podendo beneficiar da margem de erro para ultrapassar os favoritos, embora tenha o voto menos fidelizado.
Queda dos “Favoritos” e Rejeição à Esquerda
A sondagem traz más notícias para os nomes que outrora lideravam as previsões. Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes sofreram quedas acentuadas e aparecem agora empatados com apenas 14%, dificultando seriamente as suas aspirações presidenciais.
À esquerda, o cenário é de forte rejeição. Catarina Martins e António Filipe ficam-se pelos 2%, com cerca de 70% dos inquiridos a assumirem que “não votariam de certeza” nestes candidatos.
O Peso dos Indecisos
Com 15% de eleitores indecisos e metade dos inquiridos a admitir que ainda pode mudar de opinião até domingo, a reta final da campanha será decisiva.
| Candidato | Intenção de Voto (1.ª Volta) | Potencial na 2.ª Volta |
| André Ventura | 24% | 33% |
| António José Seguro | 23% | 54% |
| Cotrim de Figueiredo | 19% | 45% |
| Gouveia e Melo | 14% | 48% |
| Marques Mendes | 14% | 45% |
O Cenário da Vitória Final
Apesar de Ventura liderar agora, os dados sugerem que António José Seguro é o candidato com maior capacidade de agregar votos à esquerda e ao centro numa segunda volta, atingindo os 54% de potencial de voto, contra os parcos 33% do líder do Chega.