Arbitragem e VAR: Decisões acertadas em lances polémicos na Luz
O trabalho da equipa de arbitragem esteve sob escrutínio em três momentos chave da primeira parte, todos envolvendo pedidos de penálti ou quedas nas áreas. A análise aos lances demonstra uma leitura precisa das infrações, com destaque para o auxílio do VAR quando necessário.
11′ O contacto de Richard Ríos
O primeiro momento de tensão ocorreu quando Richard Ríos, na área do Estoril, recuou e chocou contra Felix Bacher. O árbitro decidiu, e bem, não assinalar nada. Ríos foi quem procurou o contacto, chocando com as costas no peito de Bacher, que tinha a posição ganha e permaneceu imóvel. Trata-se de um contacto legal, sem qualquer fundamento para castigo máximo.
19′ A volumetria de Otamendi
Pouco depois, na área do Benfica, um remate fez com que a bola atingisse o braço direito de Otamendi. A decisão de mandar seguir o jogo foi tecnicamente irrepreensível: o capitão encarnado tinha as mãos atrás das costas e o braço totalmente encostado ao corpo, não aumentando de forma alguma a sua volumetria. Sem braço em posição antinatural, não há lugar a penálti.
24′ Falta atacante de Prestianni
Aos 24 minutos, surgiu o lance mais complexo, onde o VAR teve um papel fundamental. Embora o Estoril tenha reclamado falta de Bacher sobre Prestianni, as imagens revelam que foi o avançado do Benfica quem iniciou a infração. Prestianni utilizou o braço esquerdo para pressionar e puxar a mão de Bacher, tentando ganhar vantagem. A ser marcada alguma falta, teria de ser obrigatoriamente falta atacante, invalidando qualquer hipótese de penálti a favor das “águias”.