“Não há motivo para penálti”: Pedro Henriques arrasa decisão que salvou o Sporting
O resgate do Sporting nos Açores, frente ao Santa Clara, continua a dominar a atualidade desportiva. Em análise no jornal A Bola, o ex-árbitro e comentador Pedro Henriques foi contundente ao criticar a grande penalidade assinalada a favor dos leões, apontando falhas graves tanto no critério como no tempo de análise do VAR.
O “recorde” dos 14 minutos: Um lance que não era óbvio
Para Pedro Henriques, o primeiro grande problema reside na demora excessiva da equipa de arbitragem liderada por João Pinheiro e o VAR.
-
Tempo de análise: Entre a ocorrência do lance (logo após o minuto 90) e a marcação do penálti, passaram 14 minutos. O VAR demorou cerca de 12 minutos a chamar o árbitro ao monitor.
-
A contradição do VAR: Henriques sublinha que o protocolo do vídeo-árbitro serve para corrigir erros “claros e óbvios”. Se a análise demora tanto tempo, é porque as imagens são, por natureza, duvidosas e não claras.
A análise técnica: “Contacto normal e legal”
Entrando na jogada propriamente dita, o comentador defende que a infração de Tiago Duarte sobre o jogador do Sporting simplesmente não existiu.
-
Movimento natural: Pedro Henriques descreve o salto de Tiago Duarte como um movimento absolutamente normal, com o braço dobrado e encolhido junto ao corpo.
-
Inconsequência: O toque ocorre mais na zona do pescoço do que na cara e é classificado como “ligeiro” e “inconsequente”. Não houve braço esticado, cotovelada ou gesto deliberado para afastar o adversário.
-
O erro da câmara lenta: O especialista alerta que estas jogadas devem ser vistas em movimento normal para avaliar a intensidade. Em velocidade real, o contacto é insignificante e não justifica o castigo máximo.
Crítica à decisão final de João Pinheiro
Mesmo sendo chamado ao monitor, o árbitro de campo tem a última palavra. Pedro Henriques confessou estar “espantado” com o facto de João Pinheiro ter concordado com o VAR após ver as imagens.
“Com estas imagens, eu não daria pontapé de penálti”, afirmou de forma perentória, reforçando que o VAR esteve mal tanto no tempo de análise como na interpretação da jogada.
Este lance, recorde-se, permitiu ao Sporting empatar a partida (2-2) no cair do pano, levando o jogo para um prolongamento onde os leões acabariam por vencer por 2-3, garantindo a passagem aos quartos de final da Taça de Portugal.