Manuel João Vieira: O Candidato de “Extremo-Centro” que Promete Acabar com a EMEL e as Doenças
Manuel João Vieira, músico, artista plástico e professor português, confirmou na SIC Notícias a sua candidatura à Presidência da República, garantindo já ter reunido as assinaturas necessárias. O vocalista dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita apresentou um programa eleitoral insólito e repleto de humor absurdo, classificando-se politicamente como de “extremo-centro.”
Propostas de Alto Impacto (e Absurdas)
O candidato propõe-se a resolver alguns dos problemas mais prementes do país com soluções radicais e jocosas:
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Estacionamento e EMEL: Promete acabar com o estacionamento pago porque está “farto da EMEL,” defendendo que “Portugal [deve] voltar a ser grande, bonito e com estacionamento gratuito.”
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Saúde e SNS: O candidato propõe acabar com o SNS e, de forma ainda mais extrema, implementar a proibição de todas as doenças:
“Quem tossir paga multa.”
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Recolonização: Para combater o sentimento de que os portugueses estão “exilados na sua própria terra,” sugere recolonizar Portugal, levando camponeses ou os seus descendentes de volta às suas aldeias.
Soluções para a Imigração e Futebol
Numa abordagem surrealista, Manuel João Vieira propôs soluções dermatológicas e sociais para a imigração e a rivalidade no futebol:
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Imigração: Sugere deixar “as pessoas mais escuras mais claras e as mais claras mais escuras,” através de duas vias:
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“Ciência dermatológica nacional, que é muito boa.”
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“Fornicação em série, estúpida e imparável.”
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Futebol/Diferenças: Para eliminar as rivalidades entre os adeptos do Benfica, Porto e Sporting, propõe “uma só equipa nacional,” que incluirá “homens, mulheres, trans, marcianos, o que queiram…”
O “Presidente dos Ainda Mais Afetos”
Almejando a disseminação do amor em Portugal, o candidato resumiu as suas promessas mais ambiciosas:
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Luxos Nacionais: Promete vinho canalizado em todas as casas, Ferraris para todos os portugueses.
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Entretenimento: Promete uma prostituta em cada canto de rua, uma patinadora russa para todos os portugueses e dançarinos cubanos para as mulheres.
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Resumo: “O que eu prometo, no fundo, é amor.”
Manuel João Vieira concluiu que, perante a “cristalização medíocre” do país, “o absurdo tem de ser nacionalizado,” mantendo o tom de protesto e crítica social através do humor.