Quarta-feira, Março 4, 2026
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Inesperado! Mãe de menor que teve dedos amputados diz ser alvo de represálias

Mãe de Criança Vítima de Bullying Muda de Cidade Após Represálias

A mãe do menino de nove anos que perdeu as pontas de dois dedos numa alegada situação de bullying na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, revelou ter sido alvo de represálias por parte dos pais das crianças implicadas.

Nívia Estevam, de 27 anos, tomou a decisão de se mudar permanentemente para uma cidade a cerca de uma hora de distância, temendo pela segurança da sua família.

Medo de Represálias e Mudança de Vida

A jovem, que veio para Portugal em busca de uma vida melhor, está a ser forçada a recomeçar devido ao medo na pequena cidade onde residia:

  • Medo: “Estou com medo,” confessou Nívia, acrescentando que, por ser uma cidade pequena, teme a “maldade” dos pais dos agressores que têm familiares e amigos na região.

  • Nova Escola: A mudança implica matricular o menino numa nova escola, sendo que a mãe teme que se repitam situações de violência, citando que “muitas regiões de Portugal são racistas e xenófobas.”

Detalhes do Incidente de Bullying

A situação que levou à drástica mudança da família foi a agressão sofrida pelo seu filho de nove anos na escola a 10 de novembro:

  • Agressão: “Duas crianças fecharam a porta nos dedos do meu filho” quando ele foi à casa de banho, impedindo-o “de sair e pedir ajuda.”

  • Consequências: O menino perdeu as pontas dos dedos e foi submetido a três horas de cirurgia no Hospital de São João, no Porto, ficando com “sequelas físicas e psicológicas”.

  • Queixas Anteriores: Nívia denunciou que já tinha feito outras queixas de bullying (por “puxões de cabelo, pontapés e enforcamento”), mas que “nenhuma atitude foi tomada pela escola”.

Críticas à Escola e Inquéritos Abertos

A mãe criticou a escola por não ter acionado a Polícia de Segurança Pública (PSP), não ter explicado a gravidade da situação e por as funcionárias terem limpo o local do incidente, tratando a situação como “uma brincadeira que correu mal”.

  • Inquéritos: O Agrupamento de Escolas de Souselo e a Inspeção-Geral da Educação abriram inquéritos para apurar o que aconteceu.

  • Defesa da Escola: O diretor do Agrupamento, Carlos Silveira, garantiu que “os socorros foram prontamente chamados” e que a escola seguiu os procedimentos adequados, explicando que a GNR é acionada automaticamente pelo INEM em situações graves.

Apoio Jurídico para a Família

O pedido de ajuda jurídica de Nívia foi atendido, com um grupo de 15 advogados a disponibilizar-se para tratar do processo. A equipa jurídica irá proceder à queixa ao Ministério Público e tratar do processo administrativo e da responsabilidade civil da escola em termos de vigilância.

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