Nuno Markl Critica Portugueses que Celebram Detenção da Flotilha
A interceção da Flotilha Global Sumud pela Marinha de Israel, na qual seguiam a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício, e o ativista Miguel Duarte, gerou uma forte reação pública, nomeadamente por parte de Nuno Markl.
O humorista utilizou o seu Instagram para lamentar profundamente os “comentários de portugueses” que demonstraram alegria pela detenção dos ativistas.
Markl sublinhou que a missão transcende as divergências políticas, apelando à compaixão. “Não se pede que toda a gente concorde com as ideias da Mariana, da Sofia e do Miguel (apesar de me parecer que uma missão de paz com ajuda humanitária para pessoas a morrer à fome é o tipo de missão que qualquer um com um mínimo de compaixão apoiaria e que transcende partidos)”, defendeu.
O humorista criticou a postura de quem torce pelo infortúnio alheio:
“Mas há algo de perverso no conceito de estar no conforto do lar a torcer pela má fortuna de pessoas que prescindiram do conforto do lar para arriscar muito e estender uma mão solidária a quem precisa urgentemente de todas as mãos do mundo”.
Markl concluiu o seu desabafo afirmando que os ativistas “já estão acima de todos nós […] só pela coragem de terem feito mais do que posts” e exigiu que o Governo português não lhes vire as costas, lembrando que a detenção ocorreu em águas internacionais e constitui um ato ilegal.
Autoridades Israelitas Garantem “Dignidade” de Detidos
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português informou em comunicado que as autoridades israelitas garantiram ser sua intenção “tratar as pessoas com toda a dignidade e sem recurso a violência”.
A tutela, liderada por Paulo Rangel, assegurou que houve sempre um acompanhamento consular dos portugueses e que os Serviços Consulares da Embaixada de Portugal em Telavive solicitaram reiteradamente que os cidadãos nacionais fossem tratados com dignidade, sem violência e em respeito dos seus Direitos Humanos individuais.
Os mesmos serviços solicitaram ser informados sobre o estado e o local de detenção dos ativistas, e as autoridades israelitas alertaram que a “operação de abordagem levará algum tempo, dado o elevado número de embarcações”. A visita aos cidadãos nacionais será permitida “na primeira oportunidade”.