Mariana Mortágua Detida por Israel: Vídeo de Alerta e Reação de Marcelo Rebelo de Sousa
A líder do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, foi detida pelas forças israelitas no Mediterrâneo, juntamente com a delegação portuguesa que integrava a Flotilha Global Sumud. Antes de a embarcação ser intercetada, a deputada gravou e publicou um vídeo nas suas redes sociais, antecipando a detenção.
No vídeo, publicado na conta oficial da bloquista no Instagram, Mariana Mortágua alertou para a situação, que considerava uma ação “contra a lei internacional”.
“Muito provavelmente, se estão a ver este vídeo, é porque fui levada contra a minha vontade para uma detenção pelas forças israelitas, agindo contra a lei internacional. Se for esse o caso, peço que contactem o governo português para que faça todos os esforços para garantir a libertação não só de mim própria, da Sofia Aparício e do Miguel Duarte, delegação portuguesa, mas todos os participantes desta missão”, apelou.
A deputada pediu ainda a mobilização global para “acabar com o genocídio e a impunidade de Israel”.
Interceção e Apoio Consular Garantido
A interceção da embarcação Adara, onde seguia Mariana Mortágua, bem como outras embarcações da flotilha, ocorreu a cerca de 80 milhas náuticas de Gaza. Antes de o direto terminar, Mariana Mortágua referiu que navios israelitas estavam a intercetar a embarcação e a pedir para falar com o capitão. A Flotilha Global Sumud também reportou que as câmaras das embarcações ficaram offline e que militares israelitas estavam a aceder aos barcos.
Em resposta à notícia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou ter confirmado junto do Governo que os portugueses detidos terão apoio consular.
“O Presidente da República confirmou junto do Governo que será assegurado, através da nossa Embaixada em Telavive, todo o apoio consular aos compatriotas detidos, como é de regra, e em particular quando implica titulares de órgãos de soberania, bem como todo o apoio ao regresso a Portugal”, lê-se numa nota oficial da Presidência da República.
A flotilha, composta por cerca de 50 embarcações (incluindo uma com bandeira portuguesa), partiu de Espanha com o objetivo de romper o bloqueio israelita e entregar mantimentos à Faixa de Gaza. Israel rejeita a iniciativa, alegando que a ação é apoiada pelo grupo extremista palestiniano Hamas.