Advogado de Frederica Lima Pede Medidas de Coação contra Nuno Homem de Sá por Risco de Fuga
O processo contra o ator Nuno Homem de Sá ganhou um novo e importante capítulo. O advogado de Frederica Lima, Dr. Pedro Nogueira Simões, apresentou um requerimento ao Ministério Público solicitando a aplicação de “medidas de coação” severas contra o ator, acusado de violência doméstica, perseguição, ameaças e difamação.
No documento, a que a imprensa teve acesso, o Dr. Nogueira Simões alerta para o risco de fuga do arguido. O advogado justifica o pedido com a notoriedade pública e os recursos económicos de Homem de Sá, mas também com as suas raízes familiares nos Estados Unidos, onde o filho reside, e com manifestações em redes sociais que “deixam antever a intenção de se ausentar de Portugal”.
Acusações de Abuso e Violência Contínua
O requerimento descreve uma escalada de abusos que terá continuado após o fim da relação. São apontados episódios como a criação sistemática de perfis falsos em redes sociais para manter um contacto “abusivo e intimidatório”, chamadas anónimas e mensagens ameaçadoras enviadas através de terceiros.
O documento menciona ainda “agressões físicas” com “pontapés e agressões com objetos”, bem como testemunhos que ligam o ator ao consumo excessivo de álcool e drogas, até na presença de menores. Segundo a defesa de Frederica Lima, estes factos demonstram a “persistência da conduta criminosa” e a “capacidade de instrumentalização de terceiros e meios digitais para prolongar a violência”.
Medidas Solicitadas e o Alerta Final
Face a este cenário, o advogado pediu ao tribunal a aplicação de várias medidas, entre elas a proibição total de contactos, o afastamento da residência e local de trabalho da vítima, a proibição de publicar conteúdos sobre ela nas redes sociais e apresentações periódicas em posto policial. Em último recurso, o requerimento sugere a prisão preventiva.
O requerimento conclui de forma incisiva, sublinhando que apenas a aplicação destas medidas pode garantir a “proteção da vítima, a tranquilidade social e a boa marcha da investigação criminal”.